O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que Manaus foi a capital estadual que mais cresceu entre 2010 e 2022, com sua população aumentando de 1,8 milhão para mais de 2 milhões de habitantes, um crescimento de 14,5%. Contudo, esse crescimento trouxe desafios, sendo o principal deles o aumento do déficit habitacional, que agora ultrapassa 119,6 mil imóveis.
De acordo com o IBGE, a densidade demográfica da capital amazonense chegou a 181 pessoas por quilômetro quadrado, com uma média de 3,27 moradores por domicílio.
Especialistas em urbanismo concordam que Manaus precisa de múltiplas soluções para enfrentar esse problema, desde a regularização fundiária até o investimento em áreas urbanizadas, além do combate à invasão de terras.
Neste ano, várias iniciativas estão sendo propostas para seguir essa abordagem, incluindo o novo programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, o programa “Amazonas Meu Lar”, do Governo Estadual, e a requalificação do Centro pela prefeitura de Manaus, que abrirá espaço para novos empreendimentos imobiliários na região.
O programa Minha Casa, Minha Vida gerou muita expectativa na indústria da Construção Civil e no mercado imobiliário, e a Faixa 1 permitirá a construção de moradias em áreas já infraestruturadas, uma nova exigência do programa. As faixas superiores também animam, pois o valor máximo do financiamento foi aumentado para R$ 345 mil.
O programa “Amazonas Meu Lar”, lançado pelo governador Wilson Lima, tem como objetivo entregar até o fim de seu mandato 20 mil novas unidades habitacionais, sendo cinco mil delas em Manaus pelo Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus+ (Prosamim+). Além disso, o Governo Estadual pretende entregar 32 mil títulos de terras, metade deles em Manaus, e usar imóveis públicos para requalificação e entrega à população de baixa renda.
Vários projetos já estão em andamento, incluindo a utilização de prédios do Governo Federal, como o que funcionou a Receita Federal na rua Eduardo Ribeiro e o prédio Alcir Matos, na rua Quintino Bocaiuva. Outros prédios públicos, como um da Universidade Federal do Amazonas, também estão sendo considerados para doação e ocupação popular.
O cenário apresenta 116 edifícios abandonados em Manaus, dos quais 103 estão localizados no Centro e poderiam ser requalificados para fins habitacionais, incluindo escolas estaduais como a Nilo Peçanha e a Saldanha Marinho, que estão abandonadas há quase dez anos e ainda não têm destino definido.
Foto: Divulgação Governo do Amazonas