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Na quarta-feira (2), a deputada Carla Zambelli (PL) afirmou em coletiva de imprensa que a ligação entre ela e o hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti Neto, serve para atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sofrer acusações infundadas.
“Estão tentando envolver o Bolsonaro através de mim, pelo fato de eu ser bastante ligada ao presidente (Bolsonaro). Isso não vai acontecer porque não existe nenhuma prova e de nada que tenha sido feito a pedido do presidente em qualquer coisas”, explicou Zambelli.
A deputada também citou que os pagamentos existentes, era de um antigo prestador e serviço e atual funcionário, e são do mês de novembro, após as eleições, assim terceirizando os serviços de Delgatti.
“Como é que eu poderia ter pedido uma fraude das eleições no mês de novembro depois de ter acontecido.? Os fatos já provam que as coisas não batem”, disse.
Segundo a parlamentar, o pedido a Delgatti foi a ligação de suas redes sociais com o site, o que também não foi concluído, porém o retorno do pagamento não foi feito, devido os momentos difíceis que ele passava.
Em resposta as acusações de seu envolvimento com a falsificação de mandato de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada foi taxativa.
“Eu pagaria 3 mil reais para poder me arriscar dessa forma, para fazer uma brincadeira de mau gosto? Porque essa questão do CNJ foi só uma brincadeira de mau gosto. Eu sou uma deputada séria, eu sei o que é certo e errado e eu acho que não participaria de uma piada de mau gosto com Alexandre de Moraes”, respondeu.
Para a imprensa Zambelli também afirmou que mesmo havendo o encontro do ex-presidente e Delgatti a conversa foi sobre as possíveis fraudes das urnas eletrônicas e que não aconteceu nada a mais.
“E não houve nada, por certo o presidente deve ter ficado com receio de contratar alguém assim. Ninguém trocou contato, só eu tinha o contato do Walter. Não existia contato entre os dois e para mim isso já é especulação para envolver o presidente em uma situação que é minha”, finalizou.
Nesta manhã, a PF prendeu Delgatti e fez buscas pela manhã nos endereços da deputada, incluindo o gabinete oficial, na Operação 3FA. Seguindo determinações de Alexandre de Moraes mandados de busca e apreensão procuravam “armas, munições, computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos, passaporte, bem como de quaisquer outros materiais relacionados aos fatos investigados, até mesmo eventuais cômodos secretos ou salas reservadas
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