O governador do Maranhão Carlos Brandão (PSB) falou durante o evento Diálogos da Amazônia, que antecedeu a Cúpula da Amazônia, nesta terça-feira (8) e segue até amanhã (9), sobre a importância de se desburocratizar os financiamentos em prol da preservação ambiental. Brandão reclamou sobre a demora e dificuldade de se conseguir financiamento, mesmo com os anúncios.
“Esse momento é muito oportuno e gostaria de parabenizar a iniciativa do Governo Federal, a presença do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento], e que assim, a gente possa fazer o mais rápido possível, desburocratizar, que isso não afete os nossos financiamentos, porque o que vai acontecer é que o governador vai priorizar, se o investimento na Amazônia não chega, ele vai acabar priorizando os investimentos nas estradas, na infraestrutura, na educação, na saúde. Então se isso poder ser conversado para não consumir o nosso orçamento”, destacou Brandão que disse que ser discurso é apenas uma sugestão.
Cúpula
Começou nesta terça-feira (8) a Cúpula da Amazônia, evento que reunirá chefes de Estado de países amazônicos para discutir iniciativas para o desenvolvimento sustentável na região. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cidade de Belém receberá os presidentes da Bolívia, Colômbia, Guiana, do Peru e da Venezuela. Equador e Suriname, por questões internas dos dois países, enviarão representantes.
Um dos objetivos da Cúpula da Amazônia, que terminará na quarta-feira (9), é fortalecer a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), organização internacional sediada em Brasília.
Diálogos Amazônicos
A cúpula tem início após a realização dos Diálogos Amazônicos, evento que reuniu representantes de entidades, movimentos sociais, academia, centros de pesquisa e agências governamentais do Brasil e demais países amazônicos com o objetivo de formular sugestões para a reconstrução de políticas públicas sustentáveis para a região. O resultado desses debates será apresentado na forma de propostas aos chefes de Estado durante a cúpula.
A ideia é que os países acolham algumas das propostas recebidas no encontro. Mas cada um tem autonomia para acolher as sugestões que entender melhor para si. No caso do Brasil, o governo já anunciou que criará condições para a sociedade civil acompanhar o andamento das políticas públicas que forem adotadas.