O presidente do Parlamento Amazônico (Parlamaz), senador Nelsinho Trad (PSD-MS) defendeu nesta terça-feira (8), durante a Cúpula da Amazônia, a transversalidade entre os países para enfrentar os complexos problemas que existem no território amazônico.
Conforme Trad, o trabalho do Parlamaz está relacionado a necessidade de que as casas legislativas, juntas, enfrentem os problemas e aponte as soluções, inclusive de violência, que ocorrem em terras indígenas. O senador citou os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, mas em um ato falho, disse que o episódio tinha ocorrido no Pará.
O senador apresentou dois documentos – um intitulado “Declaração aos Chefes de Estado dos Países Amazônicos” e outro que demonstra a necessidade da institucionalização do parlamento.
“Uma vez que ele não é institucionalizado como é Parlamento do Mercosul que congrega os países do Mercosul é institucionalizado, o Parlamaz não, mas não difere em nada as ações de mérito que ambos que os parlamentos”, comentou.
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Segundo Trad, o que precisa é comprometimento com o documento em apoiar os poderes executivos dos países na promoção de oportunidades de cooperação técnica comercial, “entre os países da bacia amazônica na produção e comercialização de produtos água florestais, produzidos de forma sustentável que preservem as florestas”, disse.
O senador disse acreditar que a cooperação por meio do Parlamaz pode desenvolver atividades como as que ele conheceu na Colômbia. “Nessa viagem que fizemos, a gente viu práticas sustentáveis que podem muito bem ser replicados em outras localidades. Temos aqui um pleito para a abertura de espaços de negociação do conteúdo protocolo adicional”, afirmou.
Ainda conforme o senador, a proposta é ser facilitador de discussão. “Queremos manter essa sinergia, a fim de elaborarmos implementarmos políticas públicas, confiando na decisão de vossas excelências, institucionalização desse parlamento, antes, para a gente juntar colegiado”, concluiu.
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