A corrida pelo Governo do Pará ganhou um novo capítulo com a divulgação de pesquisas que colocam o ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos, na liderança da disputa estadual.
Levantamento do instituto Ampla, realizado entre os dias 25 e 29 de abril, mostra Dr. Daniel com 35,2% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre a governadora Hana Ghassan, que aparece com 26%. A diferença é de 9,2 pontos percentuais.
O resultado reforça uma tendência observada em outras pesquisas divulgadas ao longo do ano, nas quais o ex-prefeito de Ananindeua aparece entre os principais nomes da disputa e, em alguns cenários, lidera tanto no primeiro quanto em eventuais confrontos de segundo turno.
Na pesquisa Ampla, o cenário também inclui outros pré-candidatos. A representante do PSOL, Araceli Lemos, registra 3,4%, enquanto uma parcela significativa do eleitorado ainda se declara indecisa ou afirma votar em branco ou nulo.
Disputa ganha novos contornos
A liderança de Dr. Daniel ocorre poucos meses após sua saída da Prefeitura de Ananindeua para disputar o governo estadual. O movimento marcou a entrada definitiva do político na corrida pelo Palácio dos Despachos e consolidou seu nome como principal adversário do grupo político liderado pelo ex-governador Helder Barbalho.
Hana Ghassan assumiu o comando do estado após a saída de Helder Barbalho para concorrer ao Senado. Agora, tenta transformar a força da máquina estadual em vantagem eleitoral para buscar um mandato próprio.
Cenário segue aberto
Apesar da liderança registrada nas pesquisas, a disputa ainda está distante da reta final. Os levantamentos mostram um número relevante de eleitores indecisos, fator que pode influenciar diretamente o resultado da eleição nos próximos meses.
Além disso, analistas observam que a eleição paraense deve ser marcada pelo confronto entre dois grupos políticos distintos: de um lado, a estrutura governista ligada ao MDB de Helder Barbalho; do outro, a candidatura de Dr. Daniel, que tenta se consolidar como principal alternativa ao grupo atualmente no poder.
Com o início das articulações partidárias e a formação das alianças para 2026, a tendência é que a disputa se intensifique e ganhe novos desdobramentos nos próximos meses.