Omar volta ao topo, Maria perde força e Cidade vira ameaça real na corrida pelo governo

A pesquisa do Grupo Norte/ Action recoloca Omar Aziz na liderança da disputa pelo Governo do Amazonas, mostra recuo de Maria do Carmo em relação às rodadas anteriores, confirma Roberto Cidade no bloco competitivo e mantém David Almeida em quarto
Redação O Poder
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A nova pesquisa do Grupo Norte de Comunicação em parceria com o Instituto Action muda o desenho mais recente da sucessão estadual no Amazonas e recoloca o senador Omar Aziz na dianteira da corrida ao governo. No cenário estimulado, Omar aparece com 30% das intenções de voto, à frente de Maria do Carmo, com 21%, e de Roberto Cidade, também com 21%. David Almeida surge em seguida, com 18%. Brancos e nulos somam 9%, e 4% disseram não saber em quem votar.

 

O dado mais relevante do levantamento é que Omar retoma o protagonismo justamente onde a disputa tende a ser decidida, o interior. Segundo a pesquisa, ele marca 37% fora de Manaus, contra 24% na capital. Maria do Carmo tem desempenho mais equilibrado, com 22% em Manaus e 20% no interior, enquanto Roberto Cidade mostra força maior na capital, onde chega a 24%, mas cai para 17% no interior. David Almeida aparece com 18% tanto em Manaus quanto fora. O retrato é claro com Omar na liderança porque reconstruiu sua vantagem territorial, enquanto Cidade se consolida como nome forte no eleitorado urbano da capital.

 

A pesquisa também altera a narrativa que vinha sendo desenhada pelos levantamentos anteriores. Em abril, a Veritá colocava Maria do Carmo na liderança, com 41% dos votos válidos, contra 34,5% de Omar Aziz, 12,7% de David Almeida e 11,8% de Roberto Cidade. Agora, a Action apresenta outro tabuleiro onde Maria deixa a posição de líder isolada, Omar reassume a ponta e Cidade entra de vez no bloco dos candidatos competitivos.

 

Se Omar voltar ao topo, o avanço de Roberto Cidade talvez seja o dado politicamente mais sensível da nova rodada. Antes tratado muito mais como nome institucional do que eleitoral, o governador interino aparece agora empatado com Maria do Carmo no segundo lugar da estimulada, com 21%. Isso sugere que Cidade deixou de ser apenas uma hipótese de composição ou alternativa residual e passou a ocupar espaço real no jogo sucessório. A pesquisa mostra, portanto, uma corrida que já não se organiza mais apenas entre Omar e Maria.

 

A espontânea reforça que o cenário ainda está longe de ser consolidado. Na pesquisa, 68% dos entrevistados disseram não saber em quem votar para governador. Entre os nomes citados, Omar Aziz e Maria do Carmo aparecem com 9% cada, David Almeida tem 6% e Roberto Cidade, 5%. Isso mostra que a lembrança imediata do eleitor ainda é baixa para todos e que boa parte da disputa segue aberta à influência do ambiente político, da campanha e da exposição dos candidatos nos próximos meses.

 

Do ponto de vista político, o principal recado da pesquisa é que o interior voltou a puxar a dianteira de Omar, enquanto Manaus se transforma no espaço de maior competitividade entre Maria, Cidade e David. Essa divisão territorial ajuda a explicar por que pesquisas com desenhos amostrais diferentes vêm produzindo retratos distintos do mesmo estado. No Amazonas, mais do que em outras unidades da federação, o peso relativo entre capital e interior pode deslocar de forma decisiva a fotografia da corrida.

 

A pesquisa do Grupo Norte/ Action foi realizada entre os dias 6 e 10 de julho de 2026, com 2.685 entrevistas presenciais em 33 municípios do Amazonas, todas na zona urbana. O levantamento está registrado no TSE sob o número AM-00163/2026, tem margem de erro de 1,9 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

 

Em resumos gerais, a nova rodada reposiciona a disputa pelo Governo do Amazonas. Omar volta à liderança, amparado sobretudo pelo interior; Maria perde a força de liderança que havia exibido nas pesquisas anteriores; Roberto Cidade se firma como ameaça real na corrida; e David Almeida continua preso ao baixar adesão entre os principais concorrentes. Mais do que uma simples troca de posições, a pesquisa sugere que a sucessão estadual entrou em uma fase nova, com uma disputa mais fragmentada, mais territorializada e menos previsível do que parecia há poucas semanas.

 

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