O Partido Liberal (PL) está determinado a adotar medidas drásticas para evitar alianças em algumas cidades brasileiras que envolvam legendas de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT), nas eleições municipais de 2024. Essas ações incluem até mesmo a destituição das presidências regionais por descumprimento das normas, e o Amazonas se insere nesse dilema.
Neste sábado (3), durante uma coletiva de imprensa na convenção do PL em Manaus, juntamente com o partido NOVO, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), pré-candidato à prefeitura da capital, não confirmou se manterá ou não o apoio ao pré-candidato de Parintins, Mateus Assayag, que é respaldado pelo PL e pelo presidente Lula, além de aliados do petista no estado, como os senadores Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e o prefeito Bi Garcia (PSD). No entanto, Alberto Neto empurrou o problema para a direção estadual do PL, liderada por Alfredo Nascimento.
“Há uma resolução nacional que impede o PL de se coligar com o PT, PSOL e PC do B. Quem fizer isso poderá ser destituído da presidência regional”, afirmou.
Alfredo Nascimento não estava presente na coletiva. Ele fez um breve discurso no início da convenção partidária e, em seguida, deixou o local. Até o momento, não houve um posicionamento oficial do dirigente sobre a questão.
Além de Parintins, o PL está se aliando com o PT em outros municípios do estado, como Itacoatiara e Tabatinga.
Alianças do PL e PT no Amazonas desafiam orientação nacional do partido de Bolsonaro