O vereador Zé Ricardo (PT) utilizou suas redes sociais para manifestar profunda indignação com o esvaziamento das atividades na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em vídeo gravado diretamente do plenário, o parlamentar denunciou o encerramento antecipado da sessão desta terça-feira (7), dia destinado ao “Grande Expediente”, momento em que temas estruturais da cidade deveriam ser discutidos.
Segundo Zé Ricardo, a sessão foi finalizada por volta das 10h38, devido à falta de oradores inscritos. Dos 41 vereadores que compõem a Casa, apenas cinco se prontificaram a utilizar a tribuna. Para o parlamentar, o cenário de silêncio no plenário contrasta com a gravidade dos problemas enfrentados pela população manauara.
Em seu posicionamento, Zé Ricardo não poupou críticas à postura dos colegas de parlamento. Confira o que disse o vereador:
“Olha só, hoje é terça-feira, é o dia do Grande Expediente aqui na Câmara Municipal. São 10h38 e eles já encerraram a sessão. Somente eu e mais quatro vereadores se inscreveram para falar, de um total de 41. Parece até que Manaus está sem problemas, parece que está tudo às mil maravilhas. A maioria não quer debater os problemas, soluções, projetos e propostas para melhorar a vida da população da cidade de Manaus. É um absurdo uma situação dessas. Muitas vezes eu estou aqui na tribuna, parece que eu estou pregando no deserto, falando para ninguém, porque ninguém quer prestar atenção e não quer debater. É uma vergonha isso aí. Mas a população precisa estar atenta, acompanhar e ver o que o vereador está fazendo no dia a dia, inclusive olhar no momento da eleição, na hora da escolha também.”
Esvaziamento e Crítica
A denúncia de Zé Ricardo expõe uma ferida aberta na atual legislatura: o baixo índice de debates sobre políticas públicas em um ano decisivo. Para o “Zé da Kombi”, o encerramento precoce é um desrespeito com o eleitor e uma tentativa de evitar temas sensíveis à gestão municipal.
A crítica do parlamentar ocorre em um momento em que a capital enfrenta desafios crescentes na infraestrutura, saúde e transporte público — temas que, segundo ele, estão sendo “negligenciados” pela maioria silenciosa da Câmara.