O deputado Tony Medeiros disse, nesta quinta-feira (7), na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é o mais novo “pseudo” órgão de regularização fundiária. Segundo ele, o órgão federal abriu edital de concessão de uso nas terras do Distrito Agropecuário.
“Agora a Suframa, como se não tivesse assunto mais importante para tratar, resolve chamar empresários para ocupar terrenos com 100 hectares, o menor lote, na área do Distrito Agropecuário. Até aí, tudo bem. Só que a autarquia esqueceu que nessas terras já existem agricultores estabelecidos e produzindo a quase 50 anos”, disse Medeiros lembrando também que a Suframa não acata nem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos agricultores atuais, o que pare ele é mais um entrave que prejudica o setor primário. “A impressão que fica é a de que a Suframa não conhece a realidade do nosso Estado”.
O deputado mostrou, no telão do Plenário Ruy Araújo, imagens de agricultores de Rio Preto da Eva em suas plantações, produzindo hortaliças e depois comercializando nas feiras das cidade. “Aí está a produção de tantas famílias. Tem até tanques para a criação de peixes. Ninguém faz tudo isso de uma hora para outra”, completou.
Tony Medeiros se solidarizou com os agricultores que atualmente estão nas terras que o Estado doou para a Suframa para que fosse instalado o Distrito Agropecuário, mas disse que não funcionou. Além de defender a permanência dos agricultores que ocupam as terras da Suframa, o deputado ressaltou as principais dificuldades que existem no setor primário, que são a regularização fundiária e a demora na emissão licenças ambientais.