Manaus | AM
Um dia após determinar a suspensão da eleição para presidência da Federação Amazonense de Futebol (FAF), que seria na última quinta-feira (5), o juiz Roberto Santos Taketomi ordenou que a entidade marque uma nova data para o pleito. Esse é mais um capítulo do imbróglio envolvendo o órgão que comando o futebol local.
A atual diretoria, que está no poder há mais de 30 anos, se recusa a convocar novas eleições porque perdeu apoio das ligas do interior e dos clubes, que são os “eleitores” do pleito.
Ex-presidente do Fast Clube e postulante à presidência da Federação pela chapa “A mudança vai chegar”, Edinailson Rozenha, explica que pela primeira vez na história a Assembleia Geral para escolha da nova diretoria foi pedida pelos próprios filiados. O caso foi parar na Justiça porque houve resistência da gestão atual.
“Foi uma Assembleia atípica porque foi pedida pelos filiados, mas de forma legal e estatutária. A diretoria atual sabe que vai perder e quer protelar, quer tumultuar. São pessoas que estão há 32 anos no poder e nunca fizeram nada e querem continuar. Mas dessa vez não têm voto e não têm mais respaldo da Justiça. Vamos fazer nova eleição e arrancar da Federação esse pessoal que há anos se perpetua no poder e nada faz pelo futebol amazonense”, explicou.
Cronologia
Com a recusa da FAF de convocar eleições, no último dia 22 de abril as ligas do interior e os clubes profissionais realizaram uma Assembleia Geral Extraordinaria, que foi contestada na Justiça pela Federação. À época, o juiz Francisco Carlos de Queiroz concedeu liminar e anulou o pleito. No mesmo dia, a liga e os clubes recorreram e o desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Lafayette Carneiro Vieira Júnior derrubou a liminar autorizando a eleição.
Quatro dias depois, em 26 de abril, a Federação recorreu e o desembargador Flávio Pascarelli manteve as eleições. A FAF recorreu mais uma vez, no entanto, na primeira instancia da Justiça e o juiz Roberto Santos Taketomi suspendeu o pleito da última quinta-feira (5). No entanto, ele foi induzido ao erro pelo pedido que não informou já haver uma decisão de um desembargador em segunda instancia. Um dia depois, o magistrado revisou sua decisão e determinou a marcação da eleição.
“O juiz foi induzido ao erro. De forma marota e sorrateira a Federação pediu a liminar sem informar que já existia uma decisão em segunda instância. E por isso a Assembleia não aconteceu. A gente vai ter que marcar uma nova data para eleição”, disse Rozenha.