O Partido dos Trabalhadores (PT)no Amazonas adotou o pragmatismo como bússola para as eleições de 2026. Em nota estratégica emitida pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) neste sábado (18), a legenda evitou cravar um nome para a sucessão estadual, mantendo o “tabuleiro aberto” para medir o peso de uma candidatura própria frente à conveniência de composições mais amplas.
A postura do GTE revela uma tática de valorização do passe. Ao analisar cenários para governador e vice sem pressa para definições, o partido garante poder de barganha com aliados e mantém o foco no fortalecimento da base de apoio ao Governo Federal no estado.
Senado
Se para o Governo o tom é de cautela, para o Legislativo a estratégia está consolidada. O ex-deputado Marcelo Ramos foi oficializado como a aposta do partido para ocupar uma das cadeiras no Senado Federal.
A legenda agora entra na fase de “diplomacia partidária”. O objetivo é costurar, dentro do arco de alianças do Presidente Lula, o nome que ocupará a segunda candidatura da chapa majoritária.
Ao antecipar o nome de Marcelo Ramos e deixar o Governo em aberto, o PT sinaliza que sua prioridade imediata é garantir palanques sólidos para o lulismo no Amazonas, sem fechar portas para coalizões que possam isolar adversários locais.